A Leishmaniose afecta 500 000 pessoas no Mundo todos os anos. Na Europa existem 2.5 milhões de cães infectados. É causada por um protozário Leishmania infantum transmitido através da picada de um insecto semelhante ao mosquito, o flebótomo. Existe na forma cutânea, mucocutânea e visceral, sendo esta última a forma mais severa. A Leishmania Visceral Humana é actualmente reconhecida como uma actual zoonose pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Se o seu cão estiver infectado com o parasita, os sintomas podem não ser detectáveis de imediato. Depois de introduzido no organismo, a leishmania multiplica-se na medula óssea, no baço e nos gânglios linfáticos, originando sintomas diversos:
- Perda de peso e de apetite
- Intolerância ao exercício
- Febre
- Perda de pêlo, sobretudo à volta dos olhos
- Feridas que não cicatrizam
- Crescimento rápido das unhas
- Anemia
- Insuficiência renal
- Artrite
A leishmaniose canina é uma doença frequentemente fatal. Apesar de actualmente ser possível o controlo da sua sintomatologia, através de medicação dispendiosa, o desenvolvimento da nova vacina, que envolveu 20 anos de pesquisa levada a cabo por cientistas de renome, veio evitar o sofrimento do animal e dos seus donos.
A vacina, que já se encontra disponível no Hospital Veterinário Francisco Corrêa Cardoso pode ser aplicada a partir dos 6 meses de idade, em animais que não sejam portadores de doenças infecciosas, incluindo a Leishmaniose canina. Por este mesmo motivo, antes da aplicação da vacina, deve ser feito ao animal um teste rápido de diagnóstico de Leishmaniose. Apenas os animais que obtiverem um resultado negativo podem ser sujeitos à vacinação.
O protocolo de vacinação inclui 3 injecções administradas com 21 dias de intervalo, conferindo ao animal uma protecção interna contra a doença. Todos os anos deve ser feita uma revacinação para manter os níveis de resistência imunitária.